VOLIÇÃO
- palavrasbrutas
- 25 de set.
- 1 min de leitura

Opto por amar os enigmas,
A bruma que se dissipa,
A angústia que aguça,
A paisagem que faz pausa.
Prefiro o espaço ambíguo da palavra,
A espera de cada ato em seu tempo devido,
Colocar minha constituição em prisma,
Em toda superfície que acolha poesia confessional.
Escolho, o verso frio que o vento provoca,
Demoradamente volúvel e soprano,
A lágrima na voz, o transe de olhos cerrados,
O sonho, o rumo, o corpo e as voltas do poema.
O caminho do verso,
Travessia do poeta errante,
Trilha sonora do caminhar,
Passagem para o outro lado.
Kenner Poeta

Kenner Poeta, mineiro de Belo Horizonte, iniciou sua jornada poética em 2007. Suas inspirações vêm da realidade da cidade, das vivências pretas e do rap. Seus poemas exploram questões existenciais, o cotidiano e os desafios de ser um homem preto, artista e brasileiro.
Apaixonado por arte, Kenner tem como influências literárias Manoel de Barros, Drummond, Rubem Alves e Fernando Pessoa. Na música, reverencia a trindade brasileira formada por Milton Nascimento, Gilberto Gil e Jorge Ben Jor. Para Kenner, a poesia é uma ferramenta de revolução e transformação social.
Você pode acompanhar Kenner no Instagram pelos perfis @eusouokenner e @kennerpoeta.
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