ENCANTO CONTÍNUO
- palavrasbrutas
- 20 de nov. de 2025
- 2 min de leitura

Eu, que sempre andei sem-par
Por vales e sombras da noite
Sozinho andei sem ver beleza
Sobrevivendo sem vida inteira
Desnorteado por estrada afora.
Sem rumo
Andando sozinho ao acaso
Errante entre perdas e procuras
Ansiosamente correndo
Só, a fim de te encontrar.
Na inquietude do meu peito
Percebi o tamanho vazio
O grau da minha solidão
A falta que você me fazia
Então desacelerei e mirei você.
Você teceu o meu retorno
Se concretizou em poesia
Fez o meu medo apartar
Me encontrei em seu verso
E agora eu não sei o que é andar sozinho.
Minha cidadela
Porto poesia paisagem
Janela aberta aos montes
Desvendei o meu lugar
Me achei em seu belíssimo horizonte.
Eu que era um rio nulo
Desaguei em você
Há esse encontro das águas
Que nos torna um oceano
Nesse fosso de amar
Formidável gracejo
Ah, o nosso constante encontro.
Kenner Poeta

Kenner Poeta, mineiro de Belo Horizonte, iniciou sua jornada poética em 2007. Suas inspirações vêm da realidade da cidade, das vivências pretas e do rap. Seus poemas exploram questões existenciais, o cotidiano e os desafios de ser um homem preto, artista e brasileiro.
Apaixonado por arte, Kenner tem como influências literárias Manoel de Barros, Drummond, Rubem Alves e Fernando Pessoa. Na música, reverencia a trindade brasileira formada por Milton Nascimento, Gilberto Gil e Jorge Ben Jor. Para Kenner, a poesia é uma ferramenta de revolução e transformação social.
Você pode acompanhar Kenner no Instagram pelos perfis @eusouokenner e @kennerpoeta.
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