Até O Fim
- palavrasbrutas
- há 23 horas
- 1 min de leitura

Quanto a mim,
Digo sem nenhum receio...
Não espere silêncio.
Sou verbo que insiste mesmo quando o mundo cala.
Sou verso entre vírgulas...
Um suspiro escondido nas entrelinhas...
A cicatriz bonita de um sentimento antigo
Que não morreu,
Só virou metáfora.
Sim...
Não espere de mim,
Coisas típicas dos comuns...
Sou bem incomum na verdade...
E digo com toda sinceridade...
Serei poesia nos dias de sol,
E nos dias de tempestade...
Nas manhãs mornas...
E nas madrugadas solitárias...
Serei poesia...
Acompanhado de amor...
Ou nas cartas que ninguém lê.
Sou o que sou...
Carrego rimas nos pulsos,
E cada batida do peito é estrofe bruta...
Inacabada...
Inesperada...
Mas sincera.
Digo com convicção...
Se um dia o tempo me levar,
Não será ao esquecimento...
Sou eterno...
Não carnalmente,
Mas em versos que saíram do meu coração...
Que estará pra sempre nas páginas de quem ainda acredita
Que sentir é resistir.
Serei resistência!!!
Eu juro...
Serei poesia,
Até o fim!
Robson Machado

Robson Machado é escritor e poeta autista de 32 anos. Mineiro de Belo Horizonte, e escreve de forma intensa e profunda o que lhe vem a inspiração, como temas confessionais sobre amor, dor, morte, motivação e afins. Fortemente inspirado pela escola literária do Romantismo, hoje defende o surgimento de um movimento conhecido como Neo-romantismo.
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