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ANGÚSTIAS CONCRETAS

  • palavrasbrutas
  • 3 de jul.
  • 1 min de leitura
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Não sei a cor da paz

Quando minha mente faz ruído

A angústia desponta de forma aguda

E a madrugada demora a passar.


Palavras raras

Que ainda não tenho

Apenas sei porque me tange

E me transpassam sem piedade.


O fio que se rompe no meu peito,

A linha d'água do apreço

Não derramo uma só gota de lamento

A trama maculada não merece o meu fervor.


Palavras ressoam em meu entorno,

E a dor que sinto se desprende,

Mas sempre deixa sinais na alma,

Que se transformam em poemas singulares.


Desfolho as flores outonais,

Que nos versos desidratados a agonia desmancha

E esqueço os embaraços que habitam o meu peito

Que ao ser escritos tornam-se notavelmente concretos

Kenner Poeta


Kenner Poeta, mineiro de Belo Horizonte, iniciou sua jornada poética em 2007. Suas inspirações vêm da realidade da cidade, das vivências pretas e do rap. Seus poemas exploram questões existenciais, o cotidiano e os desafios de ser um homem preto, artista e brasileiro.

Apaixonado por arte, Kenner tem como influências literárias Manoel de Barros, Drummond, Rubem Alves e Fernando Pessoa. Na música, reverencia a trindade

brasileira formada por Milton Nascimento, Gilberto Gil e Jorge Ben Jor. Para Kenner, a poesia é uma ferramenta de revolução e transformação social.

Você pode acompanhar Kenner no Instagram pelos perfis @eusouokenner e @kennerpoeta.   

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